quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Parabéns para você nessa data querida


Lá sei foi o primeiro turno das eleições 2010. A festa da democracia foi regida pelo samba do crioulo doido. Mas antes das críticas, preciso expressar o lado positivo do evento. O povo brasileiro deve ser aplaudido ao depositar em Marina Silva uma expressiva votação. Não que tenha sido este o meu voto, mas vejo o fenômeno da onda verde como uma esperança de um Brasil melhor.
Isso significa que o país está mudando, mesmo que em doses homeopáticas. E para aqueles que dizem que não, outro ponto a favor desta afirmação vai para o número de eleitores que compareceram as urnas. Mais de 111 milhões de brasileiros votaram no último domingo. Um verdadeiro recorde.
O que não podemos esquecer é que um dos problemas mais graves do Brasil é o da educação. Direito esse que é constitucional, mas violado descaradamente. Portanto em um colégio eleitoral como o brasileiro, com 135 milhões de pessoas, alguma confusão ia acontecer. Não me lembro de ver nenhum candidato a presidência da república falar sobre questões relacionadas aos direitos da criança e do adolescente. Temos uma lei perfeita (ECA), mas que precisa ser melhor aplicada.
Falo nisso porque é necessário transformarmos nossas crianças em cidadãos democráticos. Mas isso não é feito, pois ao longo do desenvolvimento desses jovens não damos a eles espaços para serem escutados. Se o voto é obrigatório, que façamos dele uma ferramenta para um futuro melhor, e não um ato banalizado. A consequencia vai durar, no mínimo, por quatro anos.
O eleitorado fluminense elegeu Antony Garotinho - o ficha suja, e o paulista colocou Tiririca - o titica, como os deputados federais mais votados do Brasil. Seria muito injusto justificar todos esses votos em cima da ignorância do povo. Nem todos foram por protesto. A grande maioria sabia o que estava fazendo. Ficha suja vota em ficha suja. Debochado vota em debochado. Uma pouca vergonha!
Democracia de verdade seria termos uma câmara composta por 513 deputados, entre eles domésticas, operários, professores, por exemplo, pois o povo sabe das suas necessidades. Até mesmo porque uma bancada somente com doutores já provou e muito que não é superior em nada. A questão não é de ter preconceito com um deputado que fez sucesso como um palhaço. O eixo é que ele fez campanha se definindo como alguém que não sabia o que fazer com o cargo que estava disputando. Tampouco quero aqui culpar os políticos graduados por todos os problemas do parlamento brasileiro. A falta de comprometimento dos candidatos que é uma agressão ao direito de escolha . Gerações passadas lutaram e deram o sangue para que pudéssemos votar.
Precisamos de pessoas que queiram ajudar o país crescer, e elas estão aí. Para enxergarmos a verdade no que é proposto é preciso ter censo crítico, que vem através do conhecimento, estudo e discussões, o que nos faz voltar a questão da necessidade de uma educação igualitária para todos. Tem muita gente que se propõe, mas não quer fazer política pública. Isso porque com o desenvolvimento intelectual da população, a concentração de riqueza certamente diminuirá. Agora eu digo: pior que está, certamente ficará.

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