quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cólicas de emoção


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Tudo bem que o funk deixou de ser um estilo musical marginalizado. Hoje é tocado, pedido e aclamado em 100% das casas de shows no Rio de Janeiro.

Agora é até protegido por lei e definido como manifestação cultural. Quanto a isso, concordo! O funk é uma forma de demonstração artística, sim. Mas dizer que em sua totalidade a música é boa, não dá.

O bom do funk é a batida, que anima e faz dançar até o mais desengonçado de forma involuntária. A letra só complementa. Em alguns casos, só faz rir, como em "Bota com raiva, bota o tambor", interpretada pela Mestre de Cerimônia (MC) Marceli.

Não existe a possibilidade de parar para ouvir e tentar entender o que a MC diz com a letra. Quando isso acontece, saem conclusões como a do clipe produzido pela equipe do Amantes do ócio. Até onde sei, tambor é instrumento de percussão ou um objeto cilíndrico. Já a palavra "bota", no sentido de colocar, na língua portuguesa não passa de um chavão.

Aí, eu pergunto: - coloca onde esse tambor? E por que com raiva, menina? Eu, hein! Fora as afirmações de que não é mais uma criança, e sim uma danada. Socorro!

Quem disse que homens não sentem cólicas menstruais? Tenho certeza que é isso o que sente Chico Buarque de Holanda ao ouvir essa ciência de combinar os sons de forma agradável para os ouvidos. Ou seja, essa música.

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