sexta-feira, 30 de abril de 2010

Coluna do Astolfo






Estava eu, entretido em minha navegação pelos sites de notícias quando me deparei com algo intrigante, a notícia vinha com o seguinte título: Justiça condena Clodovil, mesmo morto, a indenizar Ronaldo Ésper. Choquei!
Como são as coisas, não? Nem a morte consegue mexer com a sensibilidade das pessoas. Nem depois de morto Clodovil conseguiu se safar de um processo movido por Ronaldo Ésper por danos morais (o cara já é o dano moral em figura de gente) devido a alguma entrevista da qual eu não tomei conhecimento, enfim, Clodovil foi condenado a pagar 5 mil reais, que seria metade do que Ronaldo pediu. Será que se eu começar a andar com um gravador escondido e gravar alguém me chamando de pescoçudo eu também consigo um dinheiro?
Imaginem só, tudo bem que tem a questão do espólio do Clodo, tem os advogados agindo e tudo o mais, mas realizem a cena, como que o procurador de justiça vai entregar a intimação para o pagamento da indenização ao Clodo? Ele vai arrumar um Chico Xavier para psicografar a resposta do Clodo? Ele vai a uma seção espírita? Ainda me faço uma última pergunta, existe dinheiro no além? Devemos pesquisar sobre a cotação da moeda corrente, sabe-se lá, pode não ser real né, vai que é um tipo de moeda do além ou algo referente, nunca se sabe, esses tempos de crise, todo mundo sem dinheiro, e se a moeda do além valer mais do que a real? São muitas questões a serem esclarecidas.
O processo foi iniciado em 2005, quase resolvido em 2010 e ainda tem um processo que o Clodo, o defunto, está movendo contra Ronaldo, do além, só pode, a advogada dele deve ser médium e está psicografando mensagens secretas para poder tomar algumas decisões sobre o processo, quanto vai pedir de indenização e coisas relacionadas. A frase “ Descance em paz” nunca será válida na morte desse sujeito, ele foi-se em 2009 e nem assim o outro desistiu, e pelo visto nem o morto, ele realmente é Brasileiro, não desiste nunca.

terça-feira, 27 de abril de 2010

O Ócio



O que seria o ócio? Na minha opinião, o ócio é a total falta do que fazer, como agora por exemplo, eu não tinha nada para fazer, então vim lhes falar sobre isso.
Em geral a maioria das pessoas quando não tem nada para fazer arrumam algo para ocupar seu tempo, pensam na vida, vão assaltar a geladeira, aborrecer o cachorro, puxar o rabo do gato ou até mesmo assistir ao mesmo filme pela décima vez, pois decorar todas as falas é importantíssimo para o ócio!!!
Habitualmente uma pessoa que trabalha não vive a vida de quem não tem nada para fazer, porque mantém sua mente ocupada com o trabalho, e quando chega do trabalho mantém sua mente cansada, porque trabalhou o dia inteiro e nos finais de semana tem vários programas para ocupar seu tempo vago, ela vai ao cinema, sai para jantar, leva seu filho e esposa ao parque, sai para conhecer a futura esposa (caso ainda não tenha uma), mas e quem não trabalha e já tem a semana inteira para fazer esses programas?
O cinema já não tem filmes que comportem a necessidade de um praticante do ócio, pois ele já esgotou as opções, e mesmo para quem não tem nada para fazer os filmes tipo documentário (para quem não é chegado) são chatos, não apelamos a tanto, os restaurantes, lanchonetes e barzinhos teriam que se inovar a cada um ou dois meses para manter nosso interesse (somos um público exigente), não temos tanto dinheiro para comprar jogo novos de videogame toda semana, porque nesse tempo já viramos a fitas umas 6 ou 7 vezes que é pra descobrir todos os atalhos, poderes especiais, macetes, coisas escondidas e afins..., academia de musculação é uma boa pedida, mas cansa, e pra quem já está com a mente cansada de pensar no que vai fazer é mais cansativo ainda, nossa como cansa ficar sentado ou deitado na cama pensando no que vai fazer e conseguir chegar a conclusão alguma!


Certa vez, não tinha nada para fazer e fiz um book fotográfico da minha girafa de pelúcia, o Astolfo, ficaram ótimas as fotos, várias poses, como ele não reclamou eu fui tirando, até que cansei, as poses ficaram muito repetitivas, então fui ver televisão e assisti um seriado de TV que eu gosto muito, Friends, com um único probleminha, o seriado já acabou e o que está passando é reprise, mas do que me interessa, é engraçado e pela milésima vez eu estava rindo da mesma piada de um mesmo episódio, isso é o ócio gente, a total ausência de algo mais interessante para se fazer.
Mas cuidado hein gente, pensar demais no que fazer causa pane no sistema, jogar muito videogame da dor de cabeça quase irreversível, sair para beber engorda e tem bêbado que é muito chato, malhar cansa o corpo, pois a mente já foi pro saco, então entrem num MSN da vida e fiquem sem fazer nada com mais alguém, pelo menos você terá alguém como você para conversar, é ruim não fazer nada sozinho, deprime!!!



sexta-feira, 23 de abril de 2010

O sucesso de uma reboladinha

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O "Fricote" de Luiz Caldas, lançado na década de 80, certamente foi um dos hits que alavancou o Axé Music. O sucesso aconteceu durante o Carnaval na Bahia, é claro, estado esse berço das composições de duplo sentido. Que fique bem claro que não é minha intenção afirmar que todos os artistas baianos compõem da mesma forma. Mas que é na Bahia que as músicas com conotações sugestivas brotam feito água, como em nenhum outro lugar, não há como negar.

A "Nega do Cabelo Duro" ficou tão famosa que o ritmo se transformou em um vírus, espalhando pelo Brasil o interesse por músicas coreografadas. E depois dessa nega, muitas outras vieram, além das loiras e morenas. Quem gostou foi o mercado fonográfico. Milhões de discos vendidos e shows caríssimos marcados por todo o país durante o ano inteiro. Uma verdadeira febre.

Mas tudo é muito igual. Entra ano e sai ano, a batida é a mesma, as dancinhas são reinventadas, mas sempre com aquela mesma coisa de mãozinha na cabeça, e na cintura, e agora rebola. Não sei qual é a graça de pagar uma grana em um show denominado micareta, onde todo mundo canta dezenas de músicas com um mesmo ritmo, dançam igual e, para finalizar, com a mesma roupa. Fico em dúvida ao tentar compreender o que tanto agrada esse público alvo. Não canso em dizer que é tudo igual. Ouvir mais que cinco músicas desse estilo de forma seguida é irritante. Imagino ter que aguentar seis horas de show, como afirmam os micareteiros. Temos que agradecer à maluca da nega.

Voltando ao ponto de partida deste texto, tento compreender não só o ritmo da música de Luiz Caldas, mas a letra. Até mesmo porque a melodia ainda pode ser ouvida no mais novo e repaginado sucesso de Axé, o Rebolation. O negócio sobrevive até hoje. A letra é infantil e sem coerência. A concisão passou longe. Mas fez e faz sucesso. E que sejam bem vindas boas composições como esta. O mercado agradece. Já o seu raciocínio, esquece...

terça-feira, 13 de abril de 2010

É nada com um pouco de coisa nenhuma

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Sem dúvidas a música "É o pente", do grupo "Os Havaianos" tem uma daquelas letras que intrigam. Não há exagero nenhum em aifrmar que é umas das letras, mais e menos questionativas, da atual conjuntura. Porque o pente, ora, é o pente! Então não há motivos para dúvidas, já que o autor repete isso pelo menos umas 30 vezes por estrofe.

Mas se você leitor, é como eu, vai parar, ouvir e imaginar se por trás dessa letra de estrutura tão objetiva, tem um sentido complexo embutido, tal qual deixaria Machado de Assis com inveja. E olha que tentei até com carinho, mas não tem. A conclusão é que essa música pode ter tudo, menos letra, pois esqueceram de concluir.

Tenho pena é da terceira idade. O que eles devem pensar ao ouvir "É o pente"? Porque o funk é assim: faz sucesso por fazer, não por ser bom. Aí você questiona - como alguém que já tenha vivido pelo menos seis décadas e meia poderia estar ciente da existência dessa música?

O fato é que sempre tem aquele indivíduo que coloca o sucesso da moda no último volume do seu carro e faz questão de passar em frente às nossas casas seja a hora do dia que for. Pronto! Publicidade de graça e maciça que fãs da música nos obrigam a ouvir e disseminar. Disso não há como fugir. Todos tomam conhecimento de uma música que fala tantas vezes a mesma frase, e que até o cantor perde o fôlego quando dispara a cantar - é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, é o pente, ...

Ainda tenho dúvidas sobre o que essa música tem a dizer. Não querendo dar uma de inocente, ignorando o duplo sentido da expressão que virou uma gíria no Rio de Janeiro. Mas, para os questionadores como eu, convido a assistirem ao clipe feito pela equipe do Amantes do ócio. Depois me contem, porque eu afirmo: quero é fugir disso!

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Cólicas de emoção


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Tudo bem que o funk deixou de ser um estilo musical marginalizado. Hoje é tocado, pedido e aclamado em 100% das casas de shows no Rio de Janeiro.

Agora é até protegido por lei e definido como manifestação cultural. Quanto a isso, concordo! O funk é uma forma de demonstração artística, sim. Mas dizer que em sua totalidade a música é boa, não dá.

O bom do funk é a batida, que anima e faz dançar até o mais desengonçado de forma involuntária. A letra só complementa. Em alguns casos, só faz rir, como em "Bota com raiva, bota o tambor", interpretada pela Mestre de Cerimônia (MC) Marceli.

Não existe a possibilidade de parar para ouvir e tentar entender o que a MC diz com a letra. Quando isso acontece, saem conclusões como a do clipe produzido pela equipe do Amantes do ócio. Até onde sei, tambor é instrumento de percussão ou um objeto cilíndrico. Já a palavra "bota", no sentido de colocar, na língua portuguesa não passa de um chavão.

Aí, eu pergunto: - coloca onde esse tambor? E por que com raiva, menina? Eu, hein! Fora as afirmações de que não é mais uma criança, e sim uma danada. Socorro!

Quem disse que homens não sentem cólicas menstruais? Tenho certeza que é isso o que sente Chico Buarque de Holanda ao ouvir essa ciência de combinar os sons de forma agradável para os ouvidos. Ou seja, essa música.